Beleza Puro – Boca no Mundo
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26 de junho de 2015

Beleza Puro

Moelas de pato, sim senhor. Em caldo aromático e só delas. Cebola macia em riscos, tomate confit no doce ácido e brioche da casa ‘pra moiá’. Miúdos resgatados, promessa de felicidade.

O sol veio lambendo as árvores do Jardim Botânico, mas a língua quem provocou foram chips de raízes, prévia de bolinhos de arroz carreteiro supimpas, queijo mineiro a derreter.

Bolinho Carreteiro:

E vieram de mar, terra e lagoa três fiéis guardiões de farinhas distintas: o matambre bovino desmanchando e sua abóbora caramelada e macia, com farofa de erva mate. O lagostim, em ponto de susto, com purê de pupunha e farofa perfumada em laranja. Depois o pato na caçarola. E ela por perto, crocante, marcando o território.

Lagostim e purê de pupunha, farofa de laranja:

Seja a de milho amarela, vinda de sítio em Paraopeba (MG) — também fornecedor de canjiquinha e favos de mel —, ou a de mandioca feita em Cruzeiro, berço do produto no Acre, a farinha é majestade no Brasil do Puro.

Até o pão de mel caseiro já virou farinha, servida dia desses em salada de pato no almoço executivo (R$ 42, da entrada a sobremesa).

Matambre e abóbora caramelada, farofa de erva mate:

Carne e Osso

O restaurante do chef Pedro Siqueira anda amplificando sabores numa esquina da Pacheco Leão. Respirando a natureza que o cerca e compondo sua própria em raízes, brotos, talos e folhas. Tudo se aproveita e tudo pode acontecer, de acordo com o bom produto.

De pequena criação de cabra no Recreio dos Bandeirantes, queijos e derivados aportam na cozinha aberta que separa os dois andares da casa. Vive ali o menu. Quem sobe curte, e o terraço é um desbunde verde.

Para o segundo semestre, Pedro está planejando certas noites de domingo dedicadas a grandes peças de carne coladas no osso, em assados servidos de forma coletiva no balcão da cozinha, com bons acompanhamentos.

Chuleta suína no osso, canjiquinha, folhas ‘assustadas’:

Após longa experiência andando na linha de escolas como o Fasano, com passagem pelo D.O.M de Atala, e período no Le Taillevent, a legenda parisiense, o chef é mais um que abre a porta da cabeça a ideias próprias no Rio. Merece o brinde.

Vou no Jardim, por favor, o drinque de vodca, melão, pepino, xarope de capim limão e suco de limão thaiti.

Investimento

No menu referente a julho de 2015, entradas a cerca de R$ 25; principais em torno de R$ 55; sobremesas em R$ 22.

Puro. Rua Visconde de Carandaí 43, Jardim Botânico (3284-5377). De segunda a quinta, das 12h às 16h30, e das 19h30 à 0h. Sexta e sábado, das 12h às 16h30, e das 19h30 à 1h. Domingo, das 12h30 às 18h. Aceita todos os cartões.




Nossa Casa

 

Se você não faz fotossíntese, veio ao lugar certo.

 

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