Se a pimenta é o petisco, deixa arder – Boca no Mundo
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25 de janeiro de 2018

Se a pimenta é o petisco, deixa arder

Minha opinião é parcial, como viciado em pimenta que não está nem um pouco interessado em tratamento: trata-se de um dos mais criativos e gostosos petiscos dos últimos 20 anos no Rio.

Mais do que um quitute que já desce apimentado, o Deixa Arder é a própria pimenta transformada em petisco. Uma invenção de Deus, o Diabo e Kátia Barbosa na Terra do Sol.

Sim, a Katita, inventora do Aconchego Carioca. Foi ela quem abriu as pimentas graúdas, mergulhou as ardidas rapidamente na água fervente e as recheou com carne seca e requeijão, antes de empaná-las em farinha de rosca para a fritura na imersão.

A história da criação está ligada ao garçom Maurício, famoso e querido personagem do Aconchego, que vivia brincando quando alguém lhe chamava a atenção e respondia: “Ah, deixa arder”.

“Pensamos na ideia de algo bem apimentado. Alguém falou numa pimenta recheada e  começamos a testar até chegar ao resultado final.  Decidimos tirar as sementes para amenizar um pouco, e encontramos um recheio que ajudasse a fechar, a ‘colar’ a pimenta antes de fritar. Foram muitas tentativas até chegar ao ponto da massa certa para empanar”, conta Kátia.

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Hoje em dia o Deixa Arder está no menu em unidades (R$ 10), acompanhado de um potinho com vinagrete bem azeitado, que refresca a explosão.

Harmonia

Em termos de cerveja, gosto de impulsionar a pimenta com uma American IPA, ou APA, que ainda vão lidar bem com a fritura. Já uma pilsner genuína, tipo a Tcheca, da Botto Bier, que estava outro dia no quadro-negro da casa, vai transpor e refrescar com categoria essa pimenteira.




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